quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O Ciclo para evolução




Desde que decidi registrar aqui apenas coisas que julgo ser realmente importante e relatar o que eu tenho vivido para o âmbito profissional simplesmente não postei mais.
Não foi por falta de acontecimentos e oportunidades de aprender, muito pelo contrário. Ano
passado pude conviver algumas semanas com Thomas, Kazuma e o pessoal do GT, aprendi muito com todos! Recentemente tive a oportunidade de fazer o curso ADAPT da Parkour Generations e Majestic Force, conheci Dan, Stephane e Blane e mais outros monstros brasileiros. Dois meses após o ADAPT tive a oportunidade de fazer o curso de instrutor de Surf e esta foi minha principal atividade dos últimos 4 meses. Não vejo jeito de relatar o que aconteceu de forma construtiva em uma postagem só, então a cada post vou tentar comentar o que acho relevante e pertinente de cada uma dessas vivências.


Bem mais de um ano sem postar absolutamente nada, venho falar sobre o processo de compreensão. Instruir, ensinar, aprender e compreender têm sido, e continuará sendo o meu principal tema de reflexão.
Em sequência e em tópicos: OBSERVAÇÃO, MOTIVO, PRÁTICA, REFLEXÃO.

OBSERVAÇÃO


Antes de qualquer instrução específica de movimentação do Parkour, este é um dos formatos que eu acho mais positivo para a iniciação de qualquer pessoa à pratica / ao treinamento. Com pouco esforço podemos perceber que a observação se faz muito necessária no Parkour. Não por nosso método de treinamento ser tão especial assim, na verdade, esportes individuais ou de aventura e até os ditos esportes radicais (que tanto tentam classificar o Parkour) necessitam muitíssimo de observação pois é esta que vai nos fornecer todas as informações necessárias para a avaliação de risco e tomada de decisão.

MOTIVO


Ora, a avaliação de risco e a tomada de decisão passam por um processo totalmente influenciável por duas variáveis: O motivo e a motivação. Para que executar este movimento/percurso? Quanto você deseja/precisa para passar por isso? O motivo pode ser modinha, superação, ego/impressionar alguém, evoluir, ficar mais habilidoso. A motivação também é alterada em função desses fatores mas o nível dela varia de pessoa para pessoa em cada tema. O fato é que estes dois atuam diretamente na avaliação de risco e muitas das vezes distorcem a realidade, para mais ou para menos. Alguém que se imagina muito capaz para uma situação se livra dos obstáculos psicológicos mas sem experiência pode estar sendo negligente com a aptidão física do corpo que não envolve apenas força mas domínio motor. Outros muitos que não tomam conhecimento da sua força ou de que aquele treinamento de tantos meses já condicionou seu corpo, têm um desafio mental que eu classifico como muito maior do que a fase apenas física.

PRÁTICA

A prática pode ser interpretada como de um momento ou como diária, mas vale lembrar que tentar apenas alguns movimentos de vez em quando não te faz um Praticante/Traceur. A prática no âmbito da execução do movimento ou realização de percurso (entendam como quiser) chega após o processo de observação e motivação, mas eu não acredito que seja apenas por esses, e muito menos que seja tão simplificado como estou apresentando. Considero isso apenas mais um passo para a compreensão do Parkour. Hoje não procuro separar tanto o Parkour de outros esportes individuais porque por muito tempo acabei por endeusar a prática/modalidade/método de treinamento e fazer dela tão especial na minha cabeça que distorcia outra vez a realidade e não pude notar o que realmente o PK traz de especial. Enfim, a prática então se resume no resultado do processo mas não o fim dele. Considero o ponto final (que não é exatamente final, pois o processo é cíclico logo após a reflexão passamos para a observação novamente)..

REFLEXÃO


A reflexão depende de todos os outros tópicos, e ela vai estar ligada à quantidade de erros e acertos ou nível de plasticidade ou não que você atingiu no prática, ligada à motivação que antecedeu e esteve presente em cada momento da prática, ligada ao motivo de se estar inclinado a praticar e ligada também aos riscos que o ambiente ou até o seu estado clínico do dia oferece para a prática. Na hora da reflexão, tudo isto tem que vir à tona. Você precisa saber resgatar estas informações, talvez seja melhor ainda aprender a armazenar estas informações. Porque é que quem só pensa em “ficar bom rápido” acaba por ficar mais travado do que até quem pratica por lazer? Porque acabam lesionados em tão pouco tempo? Me respondam por favor. A fase de reflexão pode ser interpretada como forma de auto-avaliação através do seu senso crítico e só pode ser utilizada pelos humildes e corajosos porque estes estão mais próximos de saber quem são. Coragem e humildade mesmo, são características que eu achei em todos “monstros” que conheci do Parkour. Gringos ou não.


Agradeço a Luiz martinez e João Onii pela revisão
E especial pra minha namorada Maylli pela correção. Te amo!!

7 comentários:

  1. Amor, você é meu maior orgulho... como Homem, amigo, profissional.. te quero pelo resto da minha vida

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  2. Muito bom!
    De uma forma resumida e simples o que se é necessário fazer/observar para se ter um bom treino com resultados progressivos!!

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  3. boa kalebe muito bom mesmo... sdd cara... grade abraço.

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  4. Muito bom, KK.
    Por favor, não fique tanto tempo sem postar. Fez falta.
    Obrigado ao Onii e ao Luiz por ajudarem na publicação do post.
    Parabéns, pessoal.
    ;)

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  5. Não tem nem o que dizer, perfeito!

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  6. sempre respeitei seu modo de "encarar" a rotina de treino,
    e esse texto, resumidamente é claro, mostrou que tu tem muito além do que grandes movimentos pra mostrar sua sabedoria do que é o Parkour.
    Uma honra já ter passado bons momentos treinando contigo.
    abraço Catarina.

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  7. Te odeio e odeio tudo que tu escreve, principalmente pq falou de surf. E por esquecer de mim em sua vida.
    E odeio a tua namorada tambem. Feia.

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